Rússia e Ucrânia: tensões aumentam e EUA envia navios para o Mar Negro

Por Luis Dufaur

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Foto: “A Ucrânia está pronta para a invasão russa”, afirmou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, nesta segunda-feira, 12. Washington observa que nunca houve tanta presença militar russas nas fronteiras com a Ucrânia.

 

Enquanto do Oriente a China eleva o tom contra e os EUA e amaeça aliados como Taiwan, Moscou a imita pegando Ocidente por outro lado, mais concretamente visando a Ucrânia e a Europa Central.

O governo ucraniano denuncia importante aumento da presença militar russa na Crimeia. Mas Moscou, como é costumeiro, nega e ataca Kiev imputando-lhe não aplicar os acordos de paz assinados, noticiou a Deutsche Welle.

O chefe do exército ucraniano replica apontando que Moscou não cessa de aumentar sua presença militar ao longo da fronteira com a Ucrânia.

“As coisas vão mal”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao semanário russo Argumenty i Fakty.

“Pode-se dizer que não foi possível avançar na implementação do pacote de medidas de Minsk e dos acordos subsequentes alcançados em Paris”, acrescentou Peskov.

“Agora estamos vendo uma escalada das tensões ao longo da linha de frente” e “os ganhos modestos obtidos anteriormente estão sendo desfeitos”, acrescentou Peskov.

De fato, o Kremlin não tem interesse em solucionar o problema.

No auge dos combates, há poucos anos, Putin ameaçou tomar de assalto a capital ucraniana, mas suas tropas que avançavam com o fator surpresa tiveram que recuar ante a reação patriótica.

Em 2014 Moscou anexou fraudulentamente a península da Crimeia como revide à revolução democrática que depôs o instrumento do Kremlin, Viktor Yanukovych, para dominar a Ucrânia.

Hoje, o intercâmbio de acusações mútuas e as escaramuças fronteiriças continuam sem interrupção.

O atual presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negociou um cessar-fogo em julho de 2020 que trouxe relativa calma até que recomeçaram os combates no início de 2021.

Pelo menos 16 militares ucranianos morreram desde fevereiro 2021. Kiev acusa Moscou e seus pau-mandados separatistas de usar material militar proibido.

O parlamento ucraniano culpa Moscou pela escalada do conflito e pede que a Rússia “retire seu exército” da Ucrânia. Presença essa que Moscou nega contra todas as provas apresentadas.

O comandante-chefe das forças armadas ucranianas, Ruslan Khomchak, denunciou ante o Parlamento a “ameaça à segurança militar” da Ucrânia por parte do exército russo.

Ele acusou Moscou de reunir tropas ao longo da fronteira com a Ucrânia, bem como na Crimeia anexada.

Khomchak disse que cerca de 28 mil combatentes separatistas e “mais de 2 mil instrutores e conselheiros militares russos” estão estacionados no leste da Ucrânia e se somam a dezenas de milhares de soldados russos no outro lado das fronteiras prontos a intervir.

O Kremlin ameaça “intervir” se Ucrânia agir contra os separatistas.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy foi inspecionar as instalações bélicas nos locais de conflito e os EUA enviaram dois navios de guerra para o mar Negro perto das áreas conflituosas.

 

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2 Comentários
  1. Pedro. Diz

    Midia sem mascara. A mascara é só na boca do leitor comentarista (se não for para bajular o editor).
    Espero que antes de censurar os comentários, pelo menos você os leia; assim, adquiri um pouco de conhecimento.

    Comparar Taiwan com Ucrânia ? Existe um único “cidadão” de Taiwan, que quer viver sobre o chicote da China ?

    Agora quanto as bobagens do texto sobre a “Mãe de todas as cidades russas”; não vou nem escrever (vamos esperar, para ver se a parte 1 passa pela censura).

    A parte começaria assim: ” É tudo Rússia” (como dizia minha mãe).

    PS: E a porra da pergunta de verificação É : Favor digite a resposta em dígitos:

    dez + três = Vocês tem tara pelo PT ?

  2. Pedro. Diz

    A pergunta da verificação melhorou (então vou aliviar).

    Favor digite a resposta em dígitos: doze − dois = Se não for o numero do partido comunista, só pode ser o numero do Psol.

    O que aconteceu com o Grão principado de Kiev ?

    O certo então; seria os “Ucranianos” invadirem a China, para pegar de volta os “Porta-aviões Kiev” que os “Russos” (descendentes de Ucranianos de Kiev) venderam para os Chineses, que foram transformados em hotel.

    Porta aviões Kiev.

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