Não adianta argumentar contra a ideologia de gênero na base do “homem nasce homem, mulher nasce mulher”. Na prática, essa premissa está embutida em todo o discurso LGBT e nada pode contra ele. Nenhum homem desejaria tornar-se mulher se não reconhecesse que nasceu homem. Nem muito menos poderia ser homossexual sem identificar-se com o sexo em que nasceu. O ponto-chave da questão está a léguas desse tópico. O ponto-chave é o confronto entre o que um sujeito deseja parecer e o que outro consegue perceber — é a ânsia criminosa de destruir a percepção humana, obrigando cada pessoa a ver não o que ela vê, mas o que outros querem que ela veja.
Se um homem consegue revestir-se de uma aparência feminina tão convincente que nada de masculino consigo perceber nele à primeira vista, não posso impedir meus olhos de enxergá-lo como mulher. Mutatis mutandis, se o cidadão não passa, a olhos vistos, de um homem vestido de mulher, nada no mundo pode me obrigar a vê-lo como mulher, exceto a prepotência estatal que aprisiona minha percepção numa camisa-de-força verbal calculada para subjugá-la, primeiro, e destruí-la, depois. A idéia mesma de “gênero”, no sentido corrente, foi inventada para subjugar as percepções espontâneas a uma convenção linguística artificiosa.
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Segundo os lindos apóstolos da teoria dos gêneros, no início da história humana, quando as tribos viviam basicamente de caça e pesca, não havia papéis sexuais: todo mundo comia ou era comido por todo mundo, mais ou menos como acontece entre as hienas. Cada um só sabia quem era sua mãe; todos os homens eram indiferentemente pais, tios ou vizinhos.
Foi só na era da agricultura que, surgindo a possibilidade de acumular riquezas sob a forma de terras e grãos, os homens tiveram a idéia de legar seus bens, e para isso precisavam distinguir os seus filhos dos filhos dos outros, surgindo daí, por imposição desses malvados, a monogamia. Assim as mulheres tornaram-se escravas dos homens.
Essa teoria, é claro, jamais foi nem será provada, mas os generólatras acreditam que ela é pura ciência e que contrariá-la não passa de ideologia.
Para piorar as coisas, se no início dos tempos não havia distinção de papéis sexuais nem — em consequência — de papéis sociais, os apóstolos da linda teoria têm a obrigação de nos indicar, como prova disso, AO MENOS UMA, uma só, sociedade na qual os homens ficassem em casa fazendo comida, lavando as panelas e varrendo o chão enquanto as mulheres se incumbiam das tarefas mais perigosas, a caça e a guerra. Se essa sociedade não existe, como de fato nunca existiu, os teóricos do gênero podem enfiar sua ciência no cu esperando que ela vire dinheiro.
Alerta
Em vez disso, no próximo dia 11 o STF, aquela instituição sublime, parece que vai, a pedido de comunistas, impor a indistinção de papéis sexuais como obrigatória em todas as escolas, tornando as crianças indistinguíveis de um bando de hienas.
A única maneira de evitar isso é mobilizar a população para que pressione o Congresso a aprovar a lei que pune como crime o ativismo judicial. Vocês têm umas duas semanas para fazer isso, se lhes interessa.
http://olavodecarvalho.org
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