Hoje, como ontem, gerações idiotizadas obedecem elites malignas

Por Patrícia Castro

Um homem que perde a faculdade de pensar é capaz de olhar para um semelhante, saudável, e achar que ele representa um perigo para a sociedade por simplesmente não aceitar regras impostas por tiranos.

 

“Você não pode entrar no elevador, pois está sem máscara”. A frase é de uma jovem, mascarada, vizinha do prédio onde vivo, dirigida a mim. “Você não tem medo?”, perguntou a moça politicamente correta com a porta já encerrando. Só deu tempo de dizer: “não, eu sou livre”. Ela não quis compartilhar comigo uns 10 segundinhos de elevador para não correr o risco de ser contaminada. Estava no terceiro andar e ela desceu no sexto. O que representa para mim esperar mais 10 segundos até que o elevador volte e eu possa subir sozinha?

Esperar não representa nada, mas o comportamento da jovem representa muita coisa e é sobre isso que eu quero escrever agora, porque essa moça não é exceção, infelizmente, ela é a regra dessa sociedade corrompida que nunca compreendeu o direito natural à vida. Nunca passou pela cabeça dela que o ser humano é um indivíduo autônomo, dotado de razão e que se essa razão for abandonada, ele se torna muito pior do que qualquer animal selvagem, que age por instinto e sobrevivência. Um homem que perde a faculdade de pensar é capaz de olhar para um semelhante, saudável, e achar que ele representa um perigo para a sociedade por simplesmente não aceitar regras impostas por tiranos.  Um homem que não raciocina já está morto.

Ficamos escandalizados quando assistimos filmes e documentários sobre o nazismo e não conseguimos compreender como as coisas chegaram àquele ponto, como vizinhos que confraternizavam entre si, que frequentavam os mesmos lugares puderam entregar uns aos outros ao estado para serem massacrados. O presente nos dá as pistas. Não é preciso muito exercício mental para compreender, por meio de uma simples observação, que o medo da morte e as falsas narrativas foram criadas para subverter a lógica, tudo dentro da “legalidade”, numa proporção infinitamente maior que a vivida pelos judeus, com toda a hipocrisia da “sinalização de virtude”.

No documentário The Last Days, disponível no Netflix, cinco sobreviventes dos campos de concentração narram suas trágicas histórias. Uma delas diz que eles não fugiram dos nazistas porque a liberdade foi sendo retirada aos poucos. Sempre que uma nova restrição era promulgada eles pensavam: “Ah, é só mais uma exigência, logo acaba”, e assim os próprios amigos, professores, pais de coleguinhas entregaram os judeus para os alemães e famílias inteiras foram torturadas e dizimadas.

Bem-aventurados os que olham para o passado a fim de evitar novas tragédias, mas o que esperar de uma geração que despreza o conhecimento e a sabedoria e acha que estudo só tem serventia se for direcionado para conseguir bons cargos, de preferência públicos? Também não era de se esperar outra coisa. Num país em que o estado é sócio das empresas apenas nos lucros, jamais nos prejuízos, que carreira pode ser mais interessante e segura do que trabalhar para o governo? Antes ser carcereiro do que o “prisioneiro” do sistema.

A verdade é que todos estamos no mesmo barco, o barco de uma civilização que está em declínio e que afunda gradativamente. Os que estavam nos andares mais baixos da moralidade cristã já foram submersos. O cristão politicamente correto, que acha normal tudo o que está acontecendo, acredita que prosperidade é sinônimo de dinheiro e mede as bênçãos de Deus pela quantidade de bens e dinheiro na conta. Esse cristão, o mesmo que exige a máscara das pessoas, acha normal ficar isolado para não correr o risco de morrer, e será o mesmo a exigir o passaporte de vacinação. Se o cristão de hoje obedecesse a Deus como obedece ao Estado, esse planeta seria um paraíso.

Respondendo para a moça: “não, eu não tenho medo do vírus. Eu temo pelo futuro controlado pela mentalidade torpe de pessoas dessa sua geração”. Como bem observou o professor Olavo de Carvalho: “quem não enxerga o mal trabalha para ele, e todo “idiota útil” é útil demais para saber para quem trabalha e quem o utiliza”.

 

Patrícia Castro é esposa, mãe, e jornalista.
Telegram: t.me/apatriciacastro
Instagram: @acastropatricia

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